Textos e reflexões de Rodrigo Meireles

2.4.12

A urgência de uma nova Política

A corrupção que mancha nossa Política e o fisiologismo presente na distribuição de cargos públicos são elementos suficientes para percebermos o quanto ainda devemos avançar. Quem entra no meio político deve ter cuidado para não ser sugado pelo redemoinho da incoerência, da desonestidade e do jogo de interesses. Em meio a esse redemoinho, a presidente Dilma chorou e revelou a todos a sua dificuldade em governar o país tendo que negociar (ou driblar) situações distantes das reais necessidades do cidadão. Com isso, ministros sem competência administrativa em certas áreas são nomeados em nome de uma suposta coalizão, que só funciona se tem seus interesses atendidos, acontecendo o mesmo nos estados e nos municípios.

Como se não bastasse, os representantes do povo se destacam do povo em direitos e privilégios, distanciando-se ainda mais dos cidadãos. Cada parlamentar tem direito a um polpudo salário e diversos benefícios extra como auxílio-viagem, auxílio-paletó, além de 14o. e 15o. salário. Em determinados âmbitos, existe também o chamado foro privilegiado, privilégio que dificulta as investigações em caso de fraudes, corrupção e crimes. Com esse retrato, não é difícil perceber que entre um político e um cidadão comum há um nítido contraste, que fere a ética e a moral.

É nesse ínterim que é cabível e necessária uma reforma política, não a reforma discutida nos bastidores do poder, que apenas visa algumas conformações do status quo dominante, mas uma drástica reforma com mudanças que diminuam a distância do político com o cidadão comum e facilitem a participação popular nas decisões, que devem ser de interesse de todos. Para isso, é necessário reformar, reestruturar e renovar a Política.

Faz-se necessária uma Política que seja capaz de valorizar o bem comum, o que é de todos, feito para e com todos. Uma política que não seja tratada como profissão, mas como serviço coletivo. Que não seja pautada por interesses privados e limitados, mas pelo desenvolvimento de toda a nação e da humanidade. Faz-se necessária uma Política que não privilegie uns em detrimento de outros, sendo, portanto, urgente uma reforma política que acabe com os privilégios extraordinários de quem se diz político, tais como foro privilegiado, auxílios-viagem, auxílio-paletó, bem como 14o. e 15o. salários e outras regalias. É necessário reestruturar a Política e o poder, repensando os partidos, as coalizões e a relação entre os poderes. Além disso, é igualmente urgente uma reforma da consciência política, o que demanda educação, para que todos os cidadãos participem ativamente das discussões e decisões acerca do desenvolvimento de nosso país. Cada cidadão deve sentir-se responsável pelo que acontece para que a Política não se resuma a um jogo restrito a poucos.




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