Sou contra qualquer tipo de armas e qualquer instrumento que sirva para alimentar a violência. Só essa frase bastaria para resumir o que penso sobre o assunto. No entanto, acrescentarei outras para reforçar o meu ponto de vista de maneira simples e direta.

Em meio à discussão hoje em voga por conta do massacre de Realengo no Rio de Janeiro, no qual morreram 12 crianças indefesas, é preciso refletir sobre o uso de armas de fogo nas mãos de civis. Porém, sugiro que possamos ir mais além: é preciso refletir sobre a necessidade da indústria das armas, sobre o propósito das armas e de sua (f)utilidade.
Sabendo que a lei hoje prevê venda de armas sob critérios rigorosos, entre eles a avaliação psicológica, conclamo aos meus colegas psicólogos que não aceitem participar de avaliações psicológicas para candidatos à aquisição e porte de armas de fogo. Quem faz isso concorda com a existência de armas em nossa sociedade e fomenta a indústria de armamentos, uma das mais rentáveis no mundo hoje.
Ainda que pareça utópico e distante, prefiro acreditar num mundo sem armas, filtrado das indústrias que contaminam a terra com seu poder bélico. Com isso, não distingo entre armas nas mãos de civis ou de militares. Simplesmente sou contra qualquer arma e a favor do fim dessa indústria criminosa.
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